A HISTÓRIA DAS USINAS AMADOR AGUIAR I E II
O CCBE é formado pela associação das empresas Companhia Vale do Rio Doce, Cemig Capim Branco, Comercial e Agrícola Paineiras e Companhia Mineira de Metais; estes se uniram para construir o Complexo Energético Amador Aguiar, formado pelos AHE’s – Aproveitamentos Hidrelétricos Amador Aguiar I e Amador Aguiar II. Este empreendimento trata-se de uma concessão da União, através da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. A área total diretamente afetada pelo complexo hidrelétrico é, aproximadamente, de 6.400 hectares, incluindo a calha do Rio Araguari.
Entre 1965 e 1987, foram realizados os primeiros estudos para o aproveitamento do potencial hidráulico do Rio Araguari, definindo a localização das usinas hidrelétricas. Estes estudos consideravam a implantação de uma única barragem, com 108 metros de altura, inundando 133 quilômetros quadrados. Entretanto, para minimizar os impactos ambientais, foi indicada nos Estudos de Viabilidade Técnica e Econômica (realizada no período citado) a decisão de construir duas usinas. Tal decisão ocorreu porque o arranjo físico garante a viabilidade econômica para a produção de energia e principalmente, as intervenções e as alterações no ambiente serão menores.
Em 1996, foi iniciada a elaboração dos EIA – Estudos de Impacto Ambiental e do RIMA – Relatório de Impacto Ambiental, feitos por uma empresa contratada pela Cemig – Companhia Energética de Minas Gerais. Posteriormente, os estudos foram submetidos à análise da FEAM – Fundação Estadual de Meio Ambiente, que em 1999 solicitou informações complementares que foram apresentadas em novembro daquele ano. Os impactos foram reconhecidos e delimitados, e, como medida compensatória, foi apresentada a proposta de instalação de unidade de conservação e de áreas especiais para centros de pesquisa.
Em novembro de 2000, por requerimento da FEAM, aconteceu uma audiência pública em Araguari, que reuniu mais de 500 pessoas. Em dezembro desse mesmo ano, a ANEEL realizou o leilão da concessão para a construção e operação do complexo energético, no qual o CCBE foi o vencedor.
Em março de 2002, o Copam – Conselho Estadual de Política Ambiental e a CIF – Câmara de Atividades de Infra-estrutura aprovaram a Licença Prévia para as usinas. Após a protocolização do pedido de Licença de Instalação, feita em maio de 2002, e de passar por uma série de processos, o Consórcio iniciou em meados de agosto do mesmo ano o trabalho de prospecção e topografia da área. Em setembro de 2003 as usinas começaram a ser construídas.